Compilação
das Questões - Aula 01/03
BARASH, Vladimir;
DUCHENEAUT, Nicolas; ISAACS, Ellen; BELLOTTI, Victoria. Faceplant:
Impression (Mis)management in Facebook Status Updates. Proceedings f the Fourth
International AAAI Conference on Weblogs and Social Media, 2010.
ELLISON, Nicole; HANCOCK, Jeffrey; TOMA, Catalina. Profile
as promise: A framework for conceptualizing veracity in online dating
self-presentations. 2011. Online:
disponível em http://nms.
sagepub.com/content/early/2011/06/24/1461444811410395
Lisi
A pesquisa de Barash et al concluiu que no Facebook
as atualizações de status classificadas como "cool" e
"entertaining" são de extrema importância para a manutenção de um
face-work de sucesso. Podemos entender o destaque dessas dimensões a partir de
quais atributos socialmente aprovados ou de quais especificidades da rede?
Ainda de acordo com tais autores, em redes como o
Facebook as pessoas tendem a ver as atualizações de outros usuários a priori de
forma positiva. Podemos inferir que tais resultados teriam sido influenciados,
sobretudo pelo fato de as pessoas estarem analisando seus próprios amigos,
muitas vezes trazidos de "ambientes offline"? De que forma "essa
boa disposição" poderia se modificar caso os usuários estivessem
analisando perfis de desconhecidos?
De que forma o gerenciamento de impressões em ambientes
onlines, facilitados por características tais como assincronicidade, pistas
reduzidas e interações textuais pode
contribuir para um processo de racionalização das relações amorosas?
Os antigos chats de encontros estão sendo
substituídos por sites de redes sociais tais como o Facebook, que são
construído a partir da premissa de que as pessoas preferem se cercar de amigos
“reais” com identidades verdadeiras, e assim, se proteger de possíveis
golpistas, psicopatas, etc. Podemos considerar que o medo de interagir com
desconhecidos acaba por reconfigurar a perspectiva trazida por Ellisson et al?
Karla
A fim de manter sempre uma impressão positiva, um
indivíduo pode acabar aprisionando seu perfil online a uma de suas fachadas?
Que leitura fariam suas diversas platéias?
"Formam
impressões rápidas e perpétuas" Segundo GOffman a escolha de uma fachada
deve ser defendida, mas associar rigidez a ambientes online onde as mudanças
são constantes?
A aceitabilidade das discrepâncias entre a
autoapresentacão online e o encontro offline também poderia ser analisada a
partir da perspetiva de que os dois indivíduos estão em situação de risco?
Além da possibilidade do encontro face a face,
podemos dizer que outras informações espalhadas na rede (perfis em redes
sociais online, blogs, Lattes) podem servir de inibidores a apresentações
idealizadas?
Renata
A noção de 'perfis como promessa' poderia ser aplicada também a perfis
'fakes'? Ou, o fato de ter criado um fake, já anula, para essa pessoa, a
existência do 'contrato psicológico'?
Em sites de relacionamento, muitas pessoas flexibilizam as próprias
descrições, entre outras práticas, estabelecendo o que se chama aqui de 'perfis
como promessa'. Mas e quando saímos de sites assim, encontrando, por exemplo,
perfis criados em homenagem ou sátira a personagens (Ex. Netinho), estamos
falando de um processo de gerenciamento de impressões que se diferencia, em
quais aspectos, dos processos estabelecidos com perfis que, até onde se sabe,
efetivamente são verídicos?
Iris
As
pesquisas empíricas apresentadas no texto mencionam que os usuários do
Facebook, para construir imagens satisfatórias, tendem a postar nos seus
respectivos feed de notícias ideias que evidenciem que são legais ou
divertidos, pois segundo os autores, estas dimensões são vistas com uma
significativa predominância na referida rede, ao fazerem gerenciamento de
impressão. Ao pensar nas diversidades sócio – culturais de um contexto e nas
distintas necessidades de uma auto - apresentação, pode – se afirmar que os
resultados obtidos neste estudo se aplicariam a uma escala global?
"...O relatório feito pela equipe da universidade revelou que cerca de 40% das atualizações do Facebook, por exemplo, são relacionados a mensagens que contêm textos dizendo o que os usuários estão fazendo ou a opinião deles sobre algum assunto. A explicação para isso pode ser esta sensação, que é vista pelo cérebro como tão prazerosa como comer, ganhar dinheiro e até mesmo fazer sexo...” (fonte: http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2012/05/pesquisa-diz-que-se-gabar-no-facebook-traz-sensacao-tao-boa-quanto-sexo.html)
O texto
coloca que as pessoas ao utilizarem o Facebook se apropriam de variados
recursos (frase, fotos, informações pessoais e comentários de amigos) para
fazer gerenciamento de impressão. A pesquisa mencionada acima afirma que no
âmbito da neurociência estas atualizações produzem uma sensação prazerosa. A
partir destas duas análises, pode – se afirmar que este gerenciamento de micro
impressões no Facebook seja uma tendência para um reconhecimento de uma
finalidade não apenas social, mas também, neurológica?
“As descobertas sugerem que nossos participantes buscam em estoque de eus no
passado, presente e futuro quando construindo seus perfis, abrindo espaço para
evocar qualidades que desejariam ter, costumavam ter ou planejam desenvolver”.
Esta hipotetização levantada na pesquisa apenas remete a identidade como uma
constante reposição de representações do desempenho dos papeis sociais
experenciadas nas vivencias cotidianas, portanto, a ideia de plasticidade
percebida na referida pesquisa não é exclusivamente online. A
necessidade dos participantes da pesquisa ao realizarem uma auto – apresentação
mais embelezada, pode ser entendida como indícios de baixa auto – estima?
Bianca
De acordo com os autores, no Facebook, as atualizações
apresentadas na linha do tempo consideradas engraçadas são as que mais
prevalecem para que um perfil seja visto como um sucesso. Dessa forma, é
possível compreender que as relações estabelecidas através das redes sociais
são mais levianas? Será que mobilizações políticas não poderiam ser articuladas
ou iniciadas nesses espaços?
As diferentes ferramentas utilizadas nas redes sociais permitem
uma maior apresentação e gerenciamento do self? Seria possível que estes
aparatos dificultassem essa apresentação?
Nos ambientes digitais, bem como outros espaços, o perfil do
usuário deve ser apresentado e reconhecido constantemente para outros. Essas diferentes faces que são desenvolvidas
pelo indivíduo auxiliam ou dificultam a construção de sua identidade?
A elaboração de um perfil fake é construída a partir do que o
indivíduo compreende como um referencial identitário, ou como ele acredita que
os outros reconheceriam como ideal?
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