segunda-feira, 11 de março de 2013

Questões - Aula 12


Compilação das Questões - Aula 01/03
BARASH, Vladimir; DUCHENEAUT, Nicolas; ISAACS, Ellen; BELLOTTI, Victoria. Faceplant: Impression (Mis)management in Facebook Status Updates. Proceedings f the Fourth International AAAI Conference on Weblogs and Social Media, 2010.

ELLISON, Nicole; HANCOCK, Jeffrey; TOMA, Catalina. Profile as promise: A framework for conceptualizing veracity in online dating self-presentations. 2011. Online: disponível em http://nms. sagepub.com/content/early/2011/06/24/1461444811410395

Lisi

A pesquisa de Barash et al concluiu que no Facebook as atualizações de status classificadas como "cool" e "entertaining" são de extrema importância para a manutenção de um face-work de sucesso. Podemos entender o destaque dessas dimensões a partir de quais atributos socialmente aprovados ou de quais especificidades da rede?

Ainda de acordo com tais autores, em redes como o Facebook as pessoas tendem a ver as atualizações de outros usuários a priori de forma positiva. Podemos inferir que tais resultados teriam sido influenciados, sobretudo pelo fato de as pessoas estarem analisando seus próprios amigos, muitas vezes trazidos de "ambientes offline"? De que forma "essa boa disposição" poderia se modificar caso os usuários estivessem analisando perfis de desconhecidos?

De que forma o gerenciamento de impressões em ambientes onlines, facilitados por características tais como assincronicidade, pistas reduzidas e interações textuais  pode contribuir para um processo de racionalização das relações amorosas?

Os antigos chats de encontros estão sendo substituídos por sites de redes sociais tais como o Facebook, que são construído a partir da premissa de que as pessoas preferem se cercar de amigos “reais” com identidades verdadeiras, e assim, se proteger de possíveis golpistas, psicopatas, etc. Podemos considerar que o medo de interagir com desconhecidos acaba por reconfigurar a perspectiva trazida por Ellisson et al?

Karla

A fim de manter sempre uma impressão positiva, um indivíduo pode acabar aprisionando seu perfil online a uma de suas fachadas? Que leitura fariam suas diversas platéias?

 "Formam impressões rápidas e perpétuas" Segundo GOffman a escolha de uma fachada deve ser defendida, mas associar rigidez a ambientes online onde as mudanças são constantes?

A aceitabilidade das discrepâncias entre a autoapresentacão online e o encontro offline também poderia ser analisada a partir da perspetiva de que os dois indivíduos estão em situação de risco?

Além da possibilidade do encontro face a face, podemos dizer que outras informações espalhadas na rede (perfis em redes sociais online, blogs, Lattes) podem servir de inibidores a apresentações idealizadas?

Renata

A noção de 'perfis como promessa' poderia ser aplicada também a perfis 'fakes'? Ou, o fato de ter criado um fake, já anula, para essa pessoa, a existência do 'contrato psicológico'?

Em sites de relacionamento, muitas pessoas flexibilizam as próprias descrições, entre outras práticas, estabelecendo o que se chama aqui de 'perfis como promessa'. Mas e quando saímos de sites assim, encontrando, por exemplo, perfis criados em homenagem ou sátira a personagens (Ex. Netinho), estamos falando de um processo de gerenciamento de impressões que se diferencia, em quais aspectos, dos processos estabelecidos com perfis que, até onde se sabe, efetivamente são verídicos?

Iris

As pesquisas empíricas apresentadas no texto mencionam que os usuários do Facebook, para construir imagens satisfatórias, tendem a postar nos seus respectivos feed de notícias ideias que evidenciem que são legais ou divertidos, pois segundo os autores, estas dimensões são vistas com uma significativa predominância na referida rede, ao fazerem gerenciamento de impressão. Ao pensar nas diversidades sócio – culturais de um contexto e nas distintas necessidades de uma auto - apresentação, pode – se afirmar que os resultados obtidos neste estudo se aplicariam a uma escala global?



"...O relatório feito pela equipe da universidade revelou que cerca de 40% das atualizações do Facebook, por exemplo, são relacionados a mensagens que contêm textos dizendo o que os usuários estão fazendo ou a opinião deles sobre algum assunto. A explicação para isso pode ser esta sensação, que é vista pelo cérebro como tão prazerosa como comer, ganhar dinheiro e até mesmo fazer sexo...” (fonte: http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2012/05/pesquisa-diz-que-se-gabar-no-facebook-traz-sensacao-tao-boa-quanto-sexo.html)
O texto coloca que as pessoas ao utilizarem o Facebook se apropriam de variados recursos (frase, fotos, informações pessoais e comentários de amigos) para fazer gerenciamento de impressão. A pesquisa mencionada acima afirma que no âmbito da neurociência estas atualizações produzem uma sensação prazerosa. A partir destas duas análises, pode – se afirmar que este gerenciamento de micro impressões no Facebook seja uma tendência para um reconhecimento de uma finalidade não apenas social, mas também, neurológica?

“As descobertas sugerem que nossos participantes buscam em estoque de eus no passado, presente e futuro quando construindo seus perfis, abrindo espaço para evocar qualidades que desejariam ter, costumavam ter ou planejam desenvolver”. Esta hipotetização levantada na pesquisa apenas remete a identidade como uma constante reposição de representações do desempenho dos papeis sociais experenciadas nas vivencias cotidianas, portanto, a ideia de plasticidade percebida na referida pesquisa não é exclusivamente online. A necessidade dos participantes da pesquisa ao realizarem uma auto – apresentação mais embelezada, pode ser entendida como indícios de baixa auto – estima?

Bianca

De acordo com os autores, no Facebook, as atualizações apresentadas na linha do tempo consideradas engraçadas são as que mais prevalecem para que um perfil seja visto como um sucesso. Dessa forma, é possível compreender que as relações estabelecidas através das redes sociais são mais levianas? Será que mobilizações políticas não poderiam ser articuladas ou iniciadas nesses espaços?

As diferentes ferramentas utilizadas nas redes sociais permitem uma maior apresentação e gerenciamento do self? Seria possível que estes aparatos dificultassem essa apresentação?

Nos ambientes digitais, bem como outros espaços, o perfil do usuário deve ser apresentado e reconhecido constantemente para outros.  Essas diferentes faces que são desenvolvidas pelo indivíduo auxiliam ou dificultam a construção de sua identidade?

A elaboração de um perfil fake é construída a partir do que o indivíduo compreende como um referencial identitário, ou como ele acredita que os outros reconheceriam como ideal?

Nenhum comentário:

Postar um comentário